O que faço da minha vida sem Tschumistock?

Posted in Uncategorized on 01/05/2009 by natachasantos

De fato, o Tschumistock pode ser considerado a casa do Rock ‘n’ Roll no Alto Vale do Itajaí, mas é também o mais antigo evento de música da região. Começou inspirado no famoso festival de Woodstock que ocorreu em agosto de 1969. Realizado numa fazenda em Nova Iorque, o festival durou três dias e reuniu mais de 400 mil pessoas. Depois outros se sucederam e deram origem a uma celebração pela paz e pela amizade entre os jovens em todo mundo, ao ritmo de rock´n´roll.

Vinte e seis anos depois, em 1995, um grupo de jovens, também apaixonados pelo rock, tiveram uma idéia parecida. Surgia, então, num pequeno sítio, aqui em Rio do Sul, interior de Santa Catarina, um novo festival. A idéia, adaptada do Woodstock acabou por oferecer aos jovens da região uma alternativa de lazer e diversão, que já tem 13 anos. O sítio que pertence à família Tschumi, se tornou palco de um pequeno festival sem planejamento e que ganha proporções maiores a cada ano. A estrutura do festival é formada por uma enorme área de camping, rodeada por lagoas e árvores. A área reservada aos shows é de chão batido, com um palco rústico feito com madeiras retiradas do próprio sítio e para completar tem a ‘praça de alimentação’, onde a mãe dos organizadores mantém a lanchonete, com quitutes para os roqueiros de plantão. Por todo o sítio, o clima é de confraria entre amigos de bandas, jornalistas, público, garotos descamisados, alucinados ou descolados, sujos de lama e com os cabelos pintados com papel celofane, aguardando impacientemente em suas barracas por um contato quente ou por uma viagem psicodélica com a companhia certa. Mas, infelizmente, o movimento “viva e deixe viver” do Tschumi (como é carinhosamente chamado pelos frequentadores do festival) corre o sério risco de não ser realizado em 2009.

A palavra oficial, concedida pela assessoria do festival, é que a organização estuda a possibilidade de não realizar o festival este ano e que ainda serão feitas algumas reuniões de avaliação para que seja tomada a decisão definitiva. Eu sei que todos os anos rola o boato que o Tschumi não será realizado, mas esse ano a coisa parece séria mesmo. Já circulou até abaixo assinado, com direito a prefeito deixando o primeiro registro e tudo.

A minha intenção com esse post é implorar para que o Tschumistock não acabe, pois além de já ter virado marca registrada de Rio do Sul (lembrando que a único evento de ‘grade porte’ que acontece há mais tempo que Tschumi é a Festa de São João), os catarineses tem um carinho imenso pelo festival. No Tschumi temos a oportunidade de fazer grandes amizades, conhecer histórias incríveis, conhecer pessoas muito talentosas, escutar boa música, reencontrar velhos amigos, presenciar cenas inusitadas e relembrar as histórias do festival (que não são poucas).

Aqui vão duas reportagens feitas pela RBS, que encontrei no youtube:

O famoso “Cuba na Bota”, feito pelo Cimardi e só encontrado no Tschumi

E como não pode faltar música nesse blog, aí está a Full Gas, banda riossulense que tem cadeira cativa no palco do Tschumi:

Santo de casa também faz milagre

Posted in Uncategorized on 16/04/2009 by natachasantos

Já falei aqui que minha introdução ao mundo do rock foi através de Guns n’ Roses, mas assim como qualquer mortal tive várias ‘fases’, que foi de Beatles, Stones, Who, Led, Pink Floyd e, acreditem se quiser, já fui fã de Focus! Durante muito tempo eu dizia que “as bandinhas novas que pipocam aqui e alí não valem nada”. Ainda acho que as bandas das antigas foram geniais e que ninguém jamais vai conseguir repetir os feitos desses caras, acho que não existirão mais bandas que chegam tão perto da perfeição como Led Zeppelin. Mas minha idéia quanto às bandas novas não valerem nada mudou (Strokes é o som que mais toca aqui em casa nas últimas semanas) e eu estou realmente intrigada com a criatividade dos moleques. Não, eles não fazem nada de novo, nada de rebuscado. A música é simples e criativa, e é isso que está me chamando atenção ultimamente: a simplicidade. O post de hoje não é sobre Strokes, mas sim sobre uma banda aqui de Santa Catarina, a Da Caverna. Essa introdução foi para chegar no denominador comum entre as duas bandas que é a simplicidade.

A Da Caverna tem residência fixa em Florianópolis e é composta por três irmãos, Vitor (baixista), Lelé (bateria) e Vina nos vocais. O power trio catarinese contabiliza 14 anos de indas e vindas na música, mas desde 2003 dividem o mesmo palco sob o nome de Da Caverna. Com apenas um mês de banda, os meninos gravaram um disco contendo seis músicas, fizeram 200 cópias e vederam a preço de custo para amigos e nos lugares que se apresentavam. Com isso conseguiram notoriedade e os convites para festivais e apresentações em outras cidades começaram a aparecer. Desde o início, o trio tem o repertório essencialmente composto de músicas próprias, decisão que considero muito corajosa, uma vez que o cenário musical em Santa Catarina não é muito favorável as bandas de rock com som próprio. Hoje, os manezinhos continuam independentes, mas já tem músicas tocadas em rádios e por onde passam, fazem a platéia sacudir o esqueleto tocando o mais simples e empolgante rock and roll.

Da Caverna

Da Caverna

Clipe “Eu Quero Ficar com Você”*

“Foram 7 meses de trabalho, praticamente uma gestação, e o filho ficou a cara do papai…” A faixa 3 do disco Rolando Pedras, lançado em 2007, que é talvez a mais “comportada” Da Caverna, ganhou uma roupagem cômica e divertida, bem ao estilo da banda. O videoclipe, cuja produção durou aproximadamente sete meses, segue a letra da música e conta a história de um amor utópico, daqueles da época da faculdade ou do colégio (quem nunca teve um desses, ein?). Com roteiro e produção própria, e tendo a direção, edição e co-produção de Antonio Rossa – emergente produtor áudiovisual de Florianópolis – a banda começou em maio de 2008 a tirar do papel o plano do vídeoclipe. Gravaram todas as cenas em Floripa e São Pedro de Alcântara, reunindo mais de 16 horas de filmagens que foram condensadas em quatro divertidos minutos. Protagonizado por Vina – guitarrista Da Caverna – e Gabriela Monteiro, o clipe ainda conta com a participação de diversos notáveis catarinenses como Zé Brites, Márcio “Galináceo” Passeggio, Ulysses Dutra, entre outros.

*Do site da banda

O disco “Rolando Pedras” está disponível para download no site www.dacaverna.com.br, a banda também possui myspace e comunidade no Orkut . Escute e tire suas conclusões.

Primeiro amor

Posted in Uncategorized on 16/03/2009 by natachasantos

Confesso: SOU FÃ DE GUNS ‘N’ ROSES. Pronto, falei. Minha história com essa banda de Los Angeles começa há algum tempo, quando tinha uns 14 anos. Era natal e minha mãe comprou uns CDs de rock pra me agradar (ela detesta esse tipo de música e se não tivéssemos brigado naquela época, provavelmente eu teria ganhado roupas). Eram três discos, uma coletânia do Aerosmith, outra do Creedence e, lá estava ele, Appetite for Destruction do Guns. Até então eu não conhecia absolutamente nada da banda. Lembro como se fosse ontem; a noite, no meu quarto, coloquei Appetite pra tocar e foi amor à primeira ouvida vista. Nos primeiros acordes de Welcome to the Jungle a adrenalina começou a correr e quando escutei a voz do Axl, meu queixo caiu (tá, alguns podem achar exagero, mas foi o que senti). Ouvi aquele CD umas três ou quatro vezes seguidas naquela noite, queria guardar cada detalhe, cada nota na minha cabeça. Parecia que eu tinha usado algum tipo de droga altamente viciante, (diego) juro por deus (/diego). No dia seguinte corri para o computador mais próximo para tentar saber quem eram aqueles doidos. Bom, até o começo dos meus 17 anos, Guns era a única coisa que eu ouvia e “ái” de quem falasse mal. Por sorte, fiz amizade com um guitarrista que me mostrou que a vida ia além Use Your Illusion e espandi meus conhecimentos musicais em anos luz, mas tem aquele velho ditado e que eu concordo: o primeiro amor a gente nunca esquece!

O Guns ‘n’ Roses surgiu em uma época em que o rock progressivo tinha perdido espaço para musicas mais simples, ou ‘comerciais’, como alguns diriam. Eram básicas na forma e se encaixavam num contexto criado pelo show business, abrindo caminho para o punk rock na Inglaterra e new wave nos Estados Unidos. O Guns nasceu com o mesmo espirito competitivo do punk/new wave do final dos anos 70. Mas trouxe consigo influências do hard rock do início da década, recuperando os antigos feitos da velha guarda.

A minha real intenção nesse post não é contar a história da banda e muito menos falar sobre o novo/velho disco, mas sim uma constatação. Eu realmente gosto de Guns e continuo achando que o Slash é um puta guitarrista que tem feeling e não se prende à partituras. Continuo achando que não vai surgir outro vocalista como o Axl, que cante com a mesma fúria ou que tenha a mesma atitude e não pareça algo planejado pra vender discos. Guns é a minha adolescência e aposto que de muita gente que leu este texto também (mesmo que não queiram admitir).

Stranged – Guns ‘n’ Roses

P.S.: Parabéns Capitão Conhaque!

Socorro!

Posted in Uncategorized on 01/02/2009 by natachasantos

Em 2008 a música brasileira passou por uma epidemia causada por um vírus que todos achavam já estar extindo desde 1970. De Marcelo Camello a Mallu Magalhães, todos foram infectados pelo “Mamãe quero ser Dylan”. Talvez o burburinho causado pelo lançamento do filme Eu Não Estou Lá, em que vários atores encarnam fases da vida de Bob Dylan, incluindo Christian Bale, Cate Blanchett e o falecido (e premiado) Heath Ledger, possa ter desencadeado a epidemia. O que teria sido reforçado pela presença em carne e osso do trovador de Minnesota, que passou pelo Brasil em março.

Seja lá o que tenha acontecido para música brasileira tomar esse rumo, o antídoto veio rápido: uma dose generosa do bom e velho rock ‘n’ roll. O lançamento de Black Ice, primeiro disco de inéditas do AC/DC em oito anos, foi um alívio para os meus ouvidos já enjoados dos violões acompanhados por vozes meladas e sussurrantes (quase inaudíveis).

Os garotões australianos conseguiram feitos inéditos, como ser a única banda de rock a substituir o vocalista e continuar fazendo sucesso. Quando Bon Scott morreu, a banda estava no auge e os irmãos Young tiveram culhões para colocar Brian Johnson no lugar de um cara que já tinha conquistado milhões de fãs e, ainda por cima, fazer do disco de estréia do “substituto”, o Back In Black, um dos mais vendidos da história da música. Uma outra questão que considero única do AC/DC, é a capacidade que os caras tem de fazer sempre a mesma coisa e continuar sendo inacreditavelmente bons.

” AC/DC é aquela banda que, quando você esta saturado do novo rock, do rock modinha ou simplesmente de saco cheio de modistas que ligam mais para um visual ao invés da musica, os caras aparecem e lançam um CD com formas antigas, resgatando tudo o que o rock and roll tem de bom, é como receber a visita de um tio legal e que você não vê há um bom tempo “, taí uma rara verdade dita por um VJ qualquer da MTV, dia desses.

Black Ice é tudo o que se espera de um disco do bom e motherfucker velho rock and roll. É tudo o que se espera de AC/DC. Tanto que foi o terceiro disco mais vendido de 2008 (sendo que foi lançado em outubro).

E contra o “Mamãe quero ser Dylan”, uma dose de Rock and Roll Train pra galera!

Led Zeppelin e o lendário encontro com Elvis Presley*

Posted in Uncategorized on 25/01/2009 by natachasantos

No início de dezembro de 2007, enquanto aguardava com ansiedade o show de reunião do LED ZEPPELIN, Cameron Crowe, que dirigiu o filme “Quase Famosos”, relembrou o histórico encontro da banda com ELVIS PRESLEY:

“É difícil de acreditar que eles estiveram na mesma sala, mas em 1972 os cantos diametralmente opostos do mundo da música chegaram juntos. Led Zeppelin se encontrou com Elvis Presley.

Quem organizou o encontro foi o promotor mútuo deles, Jerry Weintraub (que depois produziu a série Ocean’s 11 com George Clooney e Brad Pitt), levando Jimmy Page e Robert Plant para o quarto de hotel de Presley em Las Vegas.

A música do Zeppelin na época permeava as ondas do ar. Eles eram imensamente populares, uma força enigmática do hard rock. Presley já tinha se reinventado como o rei de Vegas, e um colega ‘honorário contra as drogas’ de Richard Nixon.

Nos primeiros minutos da reunião de cúpula, Elvis ignorou o Led. A sala estava preenchida com um silêncio desajeitado. Os seguranças monitoravam a temperatura. Jimmy Page – que pegou numa guitarra pela primeira vez depois de ouvir Elvis cantar ‘Baby Let’s Play House’ numa rádio americana – começou a ficar agitado. O que estava acontecendo? Será que Elvis realmente queria conhecê-los? Ou foi tudo um grande mal-entendido?

Finalmente, Elvis se virou para seus convidados. A primeira pergunta dele não teve nada a ver com a música do Zeppelin. Foi sobre a reputação de bangunceiros que o interessou. ‘Me digam’, perguntou Elvis, ‘é verdade, essas histórias sobre vocês na estrada?’

Durante um momento surreal, eles se viram olhando a versão tri-dimensional da própria rebeldia jovem deles. Plant falou primeiro, sem abrir um sorriso. ‘Claro que não’, ele disse. ‘Nós somos homens de família. Na verdade, eu me divirto muito em andar pelos corredores de hotel, cantando suas músicas’. Plant se curvou para a frente, e ofereceu sua melhor imitação de Elvis Presley. ‘Treat me like a foooool, treat me mean and cruuuel, but loooooove me…’

Elvis fixou seu olhar em Plant e estudou o momento com intensidade. Daí desabou em gargalhadas. Os seguranças também começaram a rir e de repente a atmosfera passou a ser amigável.

Nas próximas duas horas, Presley divertiria a banda contando suas próprias histórias da estrada e episódios ocorridos na época em que fazia filmes. Confessou que nunca tinha ouvido nada do Led, exceto por uma canção que seu meio-irmão lhe mostrara – ‘Stairway To Heaven’. ‘Gostei dela’, disse.

Mais tarde, caminhando nos corredores do hotel, Page e Plant se perguntavam se o encontro com o Rei havia sido tão bom quanto parecera, e a resposta chegou momentos depois.

‘Hey’, veio uma voz do corredor. Via-se apenas a cabeça de Elvis. Nunca mais eles se reencontrariam, mas esta última imagem ficaria para sempre em suas memórias. Lá estava Elvis cantando para seus novos amigos ‘Hard-Rockers’ uma imitação perfeita de Robert Plant imitando a si mesmo. “Treat me like foooool…”

*Matéria retirada do site whiplash.net

Como postei um vídeo do Led Zeppelin recentemente, agora é a vez do Elvis. Escolhi a música que eles se referem no texto, Love Me. Desafio qualquer menina a assistir esse vídeo e não dar uma suspirada bem profunda ao final! rsrs

Os 10 álbuns mais vendidos

Posted in 10 Mais on 22/01/2009 by natachasantos

Hoje inaugura uma nova seção aqui no blog: OS 10 MAIS. Sempre que puder, postarei alguma lista relacionada à música. A de hoje, traz os dez álbuns mais vendidos na história dos Estados Unidos.

10. Boston – Boston: 17 milhões de cópias


O Boston é uma banda que atende por um nome: Tom Scholz. O líder e responsável pelo Boston, gravou uma demotape que foi enviada a Epic records que não só gostou , como financiou e produziu a gravação daquelas canções. Tom juntou um grupo de amigos que continha: Barry Gordreau (guitarra), Brad Delp (vocals),Fran Sheehan (Baixo) e Sib Hashian (Baterista) , este último poderia se passar perfeitamente por um integrante do Jackson Five, graças ao seu visual Black Power. Apesar de ser uma banda da década de 70, o Boston tem uma curta discografia. São poucos, mas conceituados albuns. O álbum de estréia levou apenas o nome da banda, e foi um sucesso tanto de crítica quanto de vendas. Em algumas semanas o álbum já havia atingindo a marca de 17 milhões de cópias vendidas só nos EUA. Tudo isso devido ao estrondo que “More Than a Feeling “causou. A canção é até hoje requisitada como o maior clássico do chamado Rock arena. O álbum permaneceu por mais dois anos na parada de sucessos americana. O Boston brigava de igual para igual com nomes fortes da época, como Bee Gees e Alice Cooper.

9. Fleetwood Mac – Rumours: 19 milhões de cópias


O Fleetwood Mac  é um grupo britânico, que formado em 1967, quando o baterista e compositor, Peter Green e o baixista, John McVie, deixaram o John Mayall’s Bluesbreaker para formar seu próprio grupo. A formação completou-se com o vocalista e guitarrista Jeremy Spencer, fortemente influenciado por Elmore James e o baterista Mick Fleetwood. A banda apareceu pela primeira vez no British National Jazz & Blues Festival, em agosto daquele ano, com o nome de Peter Green’s Fleetwood Mac, assinando em seguida com o empresário/produtor de blues Mike Vernon, do selo Blue Horizon. Peter Green já era conhecido como cantor de blues e guitarrista, e o Fleetwood Mac, como passou logo a ser chamado, tornou-se pioneiro no movimento de blues na Inglaterra, tendo sucesso imediato. O último álbum laçado pela banda foi o Live In Boston, de 2005.

8. The Beatles – The Beatles: 19 milhões de cópias

A trajetória dos Beatles começou no The Cavern Club, em Liverpool, e depois tomou o rumo do sucesso mundial. Ao longo de apenas  oito anos, de 1962 a 1970, os Beatles mudaram permanentemente a face do rock and roll, criando uma linguagem musical única e influenciando o comportamento da juventude de sua época, como ninguém havia feito antes. Esse fenômeno comportamental da década de 60 foi chamado de Beatlemania. Até hoje, nenhum outro grupo musical conseguiu reproduzir tal façanha. Depois de mais de 30 anos da divisão do grupo, as vendagens dos discos dos Beatles continuam incríveis. Últimos lançamentos, como o álbum The Beatles 1 ou Let It Be… Naked foram sucessos de venda, comprovando que a Beatlemania permanece viva.

7. Shania Twain – Come On Over: 20 milhões de cópias


Com apenas 21 anos de idade, Shania perdeu os pais num grave acidente de carro e teve de se tornar responsável pelo sustento de toda a família, inclusive dos quatro irmãos mais novos. Shania foi obrigada a trabalhar em vários empregos e usava a música como forma de tentar se conformar com a tragédia. Ainda em sua terra natal, aprendeu teatro e trabalhou como cantora em resorts. No ínicio da década de 90 decidiu “por o pé na estrada”. Em 1993, percorreu rádios e gravadoras com uma fita “demo” do seu trabalho. Neste ano, um famoso produtor local,Robert John “Mutt” Lange viu um clip de Shania e declarou que ficou fascinado. Não só pelo trabalho, mas por Shania. Os dois casaram-se em dezembro do mesmo ano. O primeiro álbum comercial foi lançado em 1995. “Mutt” já havia trabalhado com artistas famosos, principalmente do rock. Ele produziu parte dos trabalhos da banda AC/DC. Em 12 de agosto de 2001 deu a luz a seu único filho: Eja D’Angelo Lange. Em maio de 2008, após mais de uma década de união,o casal anunciou publicamente o divórcio.

6. Billy Joel – Greatest Hits VOL. I & II: 21 milhões de cópias


Conhecido como The Piano Man, Billy Joel manteve um grande sucesso por duas décadas, mesmo se recusando a seguir as exigências de sua gravadora, que queria somente material comercial. O primeiro êxito do cantor foi “Captain Jack”, que rendeu um contrato longo com a Columbia Records. Em 1973 gravou “Piano Man”, um sucesso imediato. O disco de maior sucesso do cantor foi “The Stranger” de 1977. Em 1983 o disco “An Innocent Man” incluiu o êxito “Uptown Girl”, canção escrita para sua mulher na época, a modelo Christie Brinkley. A colêtanea “Greatest Hits Volume I & Volume II” é o disco duplo mais vendidos de todos os tempos, segundo lista da Recording Industry Association America (RIAA).

5. AC/DC – Back In Black: 21 milhões de cópias


Tudo começou em 1973, Sydney, na Austrália, quando os irmãos Angus e Malcolm Young resolveram formar uma banda. No ano seguinte gravaram um compacto que mais tarde seria o High Voltage. A formação veio a se completar em 75 com Bon Scott (que era motorista da banda) nos vocais, Mark Evans no baixo e Phil Rudd na bateria. Nesse mesmo ano lançaram T.N.T. e em 1976, Dirty Deeds Done Dirt Cheap. Esses dois álbuns conseguiram a atenção da mídia e conquistaram milhares de fãs. O AC/DC saiu em sua primeira turnê mundial (Reino Unido e Europa). Let There Be Rock saiu em 77, e mudanças ocorreram no AC/DC: saiu o baixista Evans e Cliff Williams entrou em seu lugar. No ano seguinte saiu Powerage e If You Want Blood (You’ve Got It) dois grandes álbuns. O single Highway to Hell chegou ao top 20 no Reino Unido e ao top 10 nos Estados Unidos. Em 19 de fevereiro de 1980, uma péssima notícia: a trágica morte do vocalista Bon Scott, afogado em seu próprio vômito depois de um porre homérico. A perda marcou profundamente a banda. No mesmo ano, porém, o AC/DC voltou com tudo, lançando Back in Black com novo vocalista: Brian Johnson. O álbum foi uma homenagem (até no nome) à Bon, vendendo mais de 10 milhões de cópias só nos E.U.A. na época de seu lançamento.

4. Led Zeppelin – Led Zeppelin IV: 22 milhões de cópias


Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968, com o nome de “The New Yardbirds”. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo “The Band of Joy”. Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar em uma das mais bem sucedidas bandas de rock dos anos 70. Após alguns concertos como “The New Yardbirds”, a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle (ambos do Who) comentaram que um “supergrupo” contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a idéia original de Page) cairia como um “balão de chumbo” (do inglês “lead zeppelin”). A palavra “lead” é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como “lid”, que lhe daria outro significado). Pouco tempo após a sua primeira apresentação, na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968, o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. As várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de “Zoso”, “Four Symbols” ou simplesmente Led Zeppelin IV. Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas de hard rock, como “Black Dog”, o misticismo folk de “The Battle of Evermore” (cuja letra foi inspirada em “O Senhor dos Anéis”) e a combinação dos dois estilos em “Stairway to Heaven”, um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de “When The Leeve Breaks” de Memphis Minnie. Em setembro de 1980, John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.

3. Pink Floyd – The Wall: 23 milhões de cópias


Em 1966 o rock and roll já não era mais o mesmo da década de 50. As músicas descompromissadas, arranjos simples e letras bobas sobre amor, garotas e carros estavam dando lugar a algo mais elaborado. Os Beatles já haviam abandonado as baladinhas adolescente e compunham trilhas sonoras para viagens de ácido. No auge do verão do amor as letras políticas de Bob Dylan eram os lemas da campanha contra a guerra do Vietnã e faziam parecer irresponsável a música executada apenas com propósito de diversão. As letras românticas dos primeiros tempos começavam a dar lugar ao lema sexo, drogas e rock and roll. Neste cenário de mudanças rápidas começou a surgir o movimento chamado de rock progressivo (ou progressista), marcado por letras profundas, músicas relacionadas entre si, arranjos complexos, instrumentos exóticos e acima de tudo muito experimentalismo. O que mais caracterizava o rock progressivo era a tentativa de não se prender a nenhum estilo ou regra predeterminado. Há controvérsias sobre qual teria sido o marco inicial do movimento progressivo. Alguns afirmam terem sido os Beatles, com o disco Sgt Peppers, os primeiros a abordarem o rock como algo mais além de simples diversão. A maioria, porém, aponta o Pink Floyd, com seu álbum Piper at Gates Of Dawn como o precursor do movimento. O embrião do que viria a ser uma das mais influentes bandas da história foi o grupo Sigma 6, formado por Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason, na época alunos da Faculdade de Arquitetura de Cambridge. Como é comum a toda banda iniciante, o estilo ainda não era definido, variando do rock ao folk, e as mudanças de formação eram constantes, assim como as mudanças no nome da banda (Abdabs e T-Sets). A grande virada da banda ocorreu quando se juntou a ela Roger “Syd” Barret, que havia estudado com Roger Waters na Cambridge High Scholl. Foi de Barrett a idéia do nome Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd (o nome era uma homenagem aos blues-men Pink Anderson e Floyd Council, influências de Syd). Durante as gravações de The Wall surgem os primeiros atritos entre os membros, com Roger Waters tomando para si o controle da banda. The Wall era um tratado sobre a solidão e sobre o poder esmagador do sucesso, mas era antes de tudo uma auto-biografia do que Roger Waters se supunha ser. A obra, logo tachada de ópera-rock, seria lançada também em forma de filme.

2. Michael Jackson – Thriller: 27 milhões de cópias


Michael Joseph Jackson é cantor, compositor, produtor, diretor, dançarino, instrumentista e cobaia para novas técnicas de cirurgias plásticas empresário. Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jacksons 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de “rei do Pop”, cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história: Thriller. No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música pop e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como “Beat It”, “Billie Jean” e “Thriller” são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como “Black or White” e “Scream” mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o robot e o moonwalk. Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas músicas influenciaram uma série de artista nos ramos do hip hop, pop e R&B. Jackson é dos poucos artistas a entrarem duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem uma série de recordes certificados pelo Guinness World Records – um deles para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos – treze Grammys e treze canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo – mais do que qualquer outro cantor das últimas três décadas – e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de muito sucesso fez dele parte da cultura pop por mais de quatro décadas. Nos últimos anos, foi citado como o homem mais conhecido mundialmente.

1. The Eagles – Their Greatest Hits (Vol. 1): 28 milhões de cópias


Formado no início dos anos 70, por Randy Meisnner (baixo), Bernie Leadon (guitarra e vocais), Don Hendley (bateria) e Glenn Frey (guitarra), o Eagles lançou seu LP de estréia em 1972. O disco levava o nome da banda e teve excelente e imediata aceitação. Depois do terceiro LP, On The Border, o guitarrista e vocalista Don Felder uniu-se ao grupo. Em 1976, Bernie Leadon deixou a banda, sendo substituido por Joe Walsh. Mas ao contrário do que se poderia esperar, a alteração não prejudicou o sucesso do The Eagles. Em 1980 fizeram uma série de shows com ótima aceitação por parte do público e ganharam um Prêmio Grammy. A Formação atual do grupo inclue também Joe Vitale (teclados) e o baixista e vocalista Timothy B. Schmitt, substituindo Randy Meisner. Seu hit mais famoso é “Hotel California” Gravado no Criteria Studios, Miami & The Record Plant, Los Angeles, em 1976. Eagles é uma das bandas mais rentáveis da indústria musical dos EUA. O seu álbum ‘Their Greatest Hits 1971-1975’ vendeu mais de 28 milhões de cópias, número recorde naquele país e 41 milhões no mundo. Além de ser o disco de Greatest Hits mais vendido da história e o terceiro albúm mais vendido de todos os tempos. No total, os Eagles já venderam mais de 120 milhões de álbuns em todo o mundo.

E para ouvir, o nosso oitavo lugar: Beatles. Escolhi Yer Blues, do White Álbum, porque é uma das minhas favoritas. Como não encontrei nenhum vídeo do fab four tocando essa música, peguei a gravação do Rock and Roll Circus, onde John Lennon toca Yer Blues com Eric Clapton na guitarra, Keith Richards no baixo e Mitch Mitchell (Jimi Hendrix Experience) na bateria.




Saudades de coisas que não vivi

Posted in Uncategorized on 19/01/2009 by natachasantos

O ano era 1969 e o mundo presenciava vários fatos importantes,  como a guerra entre Estados Unidos e Vietnã, a primeira mulher que seqüestrou um avião, a criação da ArpaNet (a avó da internet), a estréia do Jornal Nacional, a filipina Gloria Maria Diaz é eleita Miss Universo, a Apollo 11 pousa na lua e o americano Neil Armstrong sai para o primeiro passeio humano em solo lunático, a posse do militar Emílio Garrastazu Médice na presidência do Brasil e o Festival de Música e Artes de Woodstock.

É com sentimento de “a festa acabou” do final da década de 60 que foi realizado em agosto numa fazenda em Bethel, um povoado localizado em New York, o maior festival que o mundo já viu. Dois jovens, John Roberts e Joel Rosemann, ricos e despretenciosos resolvem fazer algo útil com a grana que têm e colocam um anúncio no jornal: “homens com capital ilimitado procuram oportunidades de investimento em propostas de negócios interessantes e originais”, quando Artie Kornfeld e Michel Lang, outros dois jovens com propostas de negócios interessantes e originais, mas sem um tostão furado no bolso entram na jogada. Os dois pobretões tinham a idéia de montar uma gravadora independente, especializada em rock e localizada numa cidadezinha longe de Manhattan, chamada Woodstock ou então realizar um festival que reunisse tudo o que havia no estilo de vida da contracultura americana com exposições culturais e shows de rock. Bom, o quarteto acabou escolhendo o festival.

Aí surgiram as questões: aonde? “Ah, vamos fazer num campo afastado da cidade grande, bixo. Paz, amor e clima de volta ao campo”; quem e como? “A gente pode fazer a coisa voltada para os jovens, sacou? A nova geração ‘faça amor, não faça guerra’. Aí a gente faz uns cartazes com uns slogans maneiros, usando o conceito da Era de Aquárius, pode ser assim ó: Três dias de paz e música… E aí, curtiram?” E então o Woodstock começou a tomar forma.

É óbvio que os quatro garotões foram chamados de pretenciosos, loucos, malucos, drogados, que não têm mãe, vai estudá menino e por aí vai. Mas a sorte é que os nossos avós aguardavam muito por um evento daquele tipo na época. As pessoas passavam por tempos difíceis de guerra, violência e desilusão. E o Woodstock viria para dar esperança àqueles jovens. Como o próprio Kornfeld (um dos pobretões) disse, “o festival não deveria ser pensado como construção de palcos e assinaturas de contratos ou venda de ingressos, mas sim como um estado de espírito um acontecimento para se tornar ícone de uma geração”.

O Woodstock foi pensado como um evento para não mais do que 100 mil pessoas, mas bateu recordes incríveis, arrebanhando quase meio milhão de pessoas (sem contar as que ficaram presas no maior engarrafamento da história de New York). Foram três dias de mentes abertas, amor livre, drogas liberadas e muito rock ‘n’ roll, em que nenhuma ocorrência por violência foi registrada, duas pessoas morreram (por overdose) e duas nasceram (e tantas outras foram concebidas). Felizmente os planos dos quatro garotões malucos deram absolutamente certo: pessoas reunidas por um ideal e vontade de se divertir.

E a música de hoje é Let’s Go Get Stoned, de Joe Cocker, gravada no Woodstock de 69. Cocker é  britânico e começou a cantar com 15 anos.  A primeira banda que participou  foi os Avengers (sob o nome artístico de Vance Arnold), depois Big Blues e então a Grease Band. Em 1969, além de participar do Woodstock, ele foi o astro convidado do programa The Ed Sullivan Show. Seu primeiro grande sucesso foi “With a Little Help from My Friends”, uma versão da música dos Beatles gravada com o guitarrista Jimmy Page. Coker ainda tem mais alguns hits com “She Came Through the Bathroom Window” (outra versão de uma música dos Beatles), “Cry Me a River” e “Feelin Alright”. Em 1970 sua versão ao vivo do sucesso “The Letter” dos Box Tops, lançado na compilação Mad Dogs & Englishmen tornou-se sua primeira canção a entrar no Top Ten americano. O que mais me impressiona nesse cara, é a voracidade com que ele interpreta as músicas. Põe todo o sentimento e solta o vozerão, capaz de emocionar muito cabra-macho (quantos já não choraram escondidinhos num quarto escuro, ouvindo You Are So Beautiful?). Aprecie sem moderação:

Toda vez que vejo esse vídeo me bate uma nostalgia, uma tremenda saudade de coisas que não vivi. Mais alguém aí sente o mesmo?