Os 10 álbuns mais vendidos

Hoje inaugura uma nova seção aqui no blog: OS 10 MAIS. Sempre que puder, postarei alguma lista relacionada à música. A de hoje, traz os dez álbuns mais vendidos na história dos Estados Unidos.

10. Boston – Boston: 17 milhões de cópias


O Boston é uma banda que atende por um nome: Tom Scholz. O líder e responsável pelo Boston, gravou uma demotape que foi enviada a Epic records que não só gostou , como financiou e produziu a gravação daquelas canções. Tom juntou um grupo de amigos que continha: Barry Gordreau (guitarra), Brad Delp (vocals),Fran Sheehan (Baixo) e Sib Hashian (Baterista) , este último poderia se passar perfeitamente por um integrante do Jackson Five, graças ao seu visual Black Power. Apesar de ser uma banda da década de 70, o Boston tem uma curta discografia. São poucos, mas conceituados albuns. O álbum de estréia levou apenas o nome da banda, e foi um sucesso tanto de crítica quanto de vendas. Em algumas semanas o álbum já havia atingindo a marca de 17 milhões de cópias vendidas só nos EUA. Tudo isso devido ao estrondo que “More Than a Feeling “causou. A canção é até hoje requisitada como o maior clássico do chamado Rock arena. O álbum permaneceu por mais dois anos na parada de sucessos americana. O Boston brigava de igual para igual com nomes fortes da época, como Bee Gees e Alice Cooper.

9. Fleetwood Mac – Rumours: 19 milhões de cópias


O Fleetwood Mac  é um grupo britânico, que formado em 1967, quando o baterista e compositor, Peter Green e o baixista, John McVie, deixaram o John Mayall’s Bluesbreaker para formar seu próprio grupo. A formação completou-se com o vocalista e guitarrista Jeremy Spencer, fortemente influenciado por Elmore James e o baterista Mick Fleetwood. A banda apareceu pela primeira vez no British National Jazz & Blues Festival, em agosto daquele ano, com o nome de Peter Green’s Fleetwood Mac, assinando em seguida com o empresário/produtor de blues Mike Vernon, do selo Blue Horizon. Peter Green já era conhecido como cantor de blues e guitarrista, e o Fleetwood Mac, como passou logo a ser chamado, tornou-se pioneiro no movimento de blues na Inglaterra, tendo sucesso imediato. O último álbum laçado pela banda foi o Live In Boston, de 2005.

8. The Beatles – The Beatles: 19 milhões de cópias

A trajetória dos Beatles começou no The Cavern Club, em Liverpool, e depois tomou o rumo do sucesso mundial. Ao longo de apenas  oito anos, de 1962 a 1970, os Beatles mudaram permanentemente a face do rock and roll, criando uma linguagem musical única e influenciando o comportamento da juventude de sua época, como ninguém havia feito antes. Esse fenômeno comportamental da década de 60 foi chamado de Beatlemania. Até hoje, nenhum outro grupo musical conseguiu reproduzir tal façanha. Depois de mais de 30 anos da divisão do grupo, as vendagens dos discos dos Beatles continuam incríveis. Últimos lançamentos, como o álbum The Beatles 1 ou Let It Be… Naked foram sucessos de venda, comprovando que a Beatlemania permanece viva.

7. Shania Twain – Come On Over: 20 milhões de cópias


Com apenas 21 anos de idade, Shania perdeu os pais num grave acidente de carro e teve de se tornar responsável pelo sustento de toda a família, inclusive dos quatro irmãos mais novos. Shania foi obrigada a trabalhar em vários empregos e usava a música como forma de tentar se conformar com a tragédia. Ainda em sua terra natal, aprendeu teatro e trabalhou como cantora em resorts. No ínicio da década de 90 decidiu “por o pé na estrada”. Em 1993, percorreu rádios e gravadoras com uma fita “demo” do seu trabalho. Neste ano, um famoso produtor local,Robert John “Mutt” Lange viu um clip de Shania e declarou que ficou fascinado. Não só pelo trabalho, mas por Shania. Os dois casaram-se em dezembro do mesmo ano. O primeiro álbum comercial foi lançado em 1995. “Mutt” já havia trabalhado com artistas famosos, principalmente do rock. Ele produziu parte dos trabalhos da banda AC/DC. Em 12 de agosto de 2001 deu a luz a seu único filho: Eja D’Angelo Lange. Em maio de 2008, após mais de uma década de união,o casal anunciou publicamente o divórcio.

6. Billy Joel – Greatest Hits VOL. I & II: 21 milhões de cópias


Conhecido como The Piano Man, Billy Joel manteve um grande sucesso por duas décadas, mesmo se recusando a seguir as exigências de sua gravadora, que queria somente material comercial. O primeiro êxito do cantor foi “Captain Jack”, que rendeu um contrato longo com a Columbia Records. Em 1973 gravou “Piano Man”, um sucesso imediato. O disco de maior sucesso do cantor foi “The Stranger” de 1977. Em 1983 o disco “An Innocent Man” incluiu o êxito “Uptown Girl”, canção escrita para sua mulher na época, a modelo Christie Brinkley. A colêtanea “Greatest Hits Volume I & Volume II” é o disco duplo mais vendidos de todos os tempos, segundo lista da Recording Industry Association America (RIAA).

5. AC/DC – Back In Black: 21 milhões de cópias


Tudo começou em 1973, Sydney, na Austrália, quando os irmãos Angus e Malcolm Young resolveram formar uma banda. No ano seguinte gravaram um compacto que mais tarde seria o High Voltage. A formação veio a se completar em 75 com Bon Scott (que era motorista da banda) nos vocais, Mark Evans no baixo e Phil Rudd na bateria. Nesse mesmo ano lançaram T.N.T. e em 1976, Dirty Deeds Done Dirt Cheap. Esses dois álbuns conseguiram a atenção da mídia e conquistaram milhares de fãs. O AC/DC saiu em sua primeira turnê mundial (Reino Unido e Europa). Let There Be Rock saiu em 77, e mudanças ocorreram no AC/DC: saiu o baixista Evans e Cliff Williams entrou em seu lugar. No ano seguinte saiu Powerage e If You Want Blood (You’ve Got It) dois grandes álbuns. O single Highway to Hell chegou ao top 20 no Reino Unido e ao top 10 nos Estados Unidos. Em 19 de fevereiro de 1980, uma péssima notícia: a trágica morte do vocalista Bon Scott, afogado em seu próprio vômito depois de um porre homérico. A perda marcou profundamente a banda. No mesmo ano, porém, o AC/DC voltou com tudo, lançando Back in Black com novo vocalista: Brian Johnson. O álbum foi uma homenagem (até no nome) à Bon, vendendo mais de 10 milhões de cópias só nos E.U.A. na época de seu lançamento.

4. Led Zeppelin – Led Zeppelin IV: 22 milhões de cópias


Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968, com o nome de “The New Yardbirds”. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo “The Band of Joy”. Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar em uma das mais bem sucedidas bandas de rock dos anos 70. Após alguns concertos como “The New Yardbirds”, a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle (ambos do Who) comentaram que um “supergrupo” contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a idéia original de Page) cairia como um “balão de chumbo” (do inglês “lead zeppelin”). A palavra “lead” é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como “lid”, que lhe daria outro significado). Pouco tempo após a sua primeira apresentação, na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968, o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. As várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de “Zoso”, “Four Symbols” ou simplesmente Led Zeppelin IV. Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas de hard rock, como “Black Dog”, o misticismo folk de “The Battle of Evermore” (cuja letra foi inspirada em “O Senhor dos Anéis”) e a combinação dos dois estilos em “Stairway to Heaven”, um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de “When The Leeve Breaks” de Memphis Minnie. Em setembro de 1980, John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.

3. Pink Floyd – The Wall: 23 milhões de cópias


Em 1966 o rock and roll já não era mais o mesmo da década de 50. As músicas descompromissadas, arranjos simples e letras bobas sobre amor, garotas e carros estavam dando lugar a algo mais elaborado. Os Beatles já haviam abandonado as baladinhas adolescente e compunham trilhas sonoras para viagens de ácido. No auge do verão do amor as letras políticas de Bob Dylan eram os lemas da campanha contra a guerra do Vietnã e faziam parecer irresponsável a música executada apenas com propósito de diversão. As letras românticas dos primeiros tempos começavam a dar lugar ao lema sexo, drogas e rock and roll. Neste cenário de mudanças rápidas começou a surgir o movimento chamado de rock progressivo (ou progressista), marcado por letras profundas, músicas relacionadas entre si, arranjos complexos, instrumentos exóticos e acima de tudo muito experimentalismo. O que mais caracterizava o rock progressivo era a tentativa de não se prender a nenhum estilo ou regra predeterminado. Há controvérsias sobre qual teria sido o marco inicial do movimento progressivo. Alguns afirmam terem sido os Beatles, com o disco Sgt Peppers, os primeiros a abordarem o rock como algo mais além de simples diversão. A maioria, porém, aponta o Pink Floyd, com seu álbum Piper at Gates Of Dawn como o precursor do movimento. O embrião do que viria a ser uma das mais influentes bandas da história foi o grupo Sigma 6, formado por Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason, na época alunos da Faculdade de Arquitetura de Cambridge. Como é comum a toda banda iniciante, o estilo ainda não era definido, variando do rock ao folk, e as mudanças de formação eram constantes, assim como as mudanças no nome da banda (Abdabs e T-Sets). A grande virada da banda ocorreu quando se juntou a ela Roger “Syd” Barret, que havia estudado com Roger Waters na Cambridge High Scholl. Foi de Barrett a idéia do nome Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd (o nome era uma homenagem aos blues-men Pink Anderson e Floyd Council, influências de Syd). Durante as gravações de The Wall surgem os primeiros atritos entre os membros, com Roger Waters tomando para si o controle da banda. The Wall era um tratado sobre a solidão e sobre o poder esmagador do sucesso, mas era antes de tudo uma auto-biografia do que Roger Waters se supunha ser. A obra, logo tachada de ópera-rock, seria lançada também em forma de filme.

2. Michael Jackson – Thriller: 27 milhões de cópias


Michael Joseph Jackson é cantor, compositor, produtor, diretor, dançarino, instrumentista e cobaia para novas técnicas de cirurgias plásticas empresário. Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jacksons 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de “rei do Pop”, cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história: Thriller. No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música pop e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como “Beat It”, “Billie Jean” e “Thriller” são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como “Black or White” e “Scream” mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o robot e o moonwalk. Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas músicas influenciaram uma série de artista nos ramos do hip hop, pop e R&B. Jackson é dos poucos artistas a entrarem duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem uma série de recordes certificados pelo Guinness World Records – um deles para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos – treze Grammys e treze canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo – mais do que qualquer outro cantor das últimas três décadas – e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de muito sucesso fez dele parte da cultura pop por mais de quatro décadas. Nos últimos anos, foi citado como o homem mais conhecido mundialmente.

1. The Eagles – Their Greatest Hits (Vol. 1): 28 milhões de cópias


Formado no início dos anos 70, por Randy Meisnner (baixo), Bernie Leadon (guitarra e vocais), Don Hendley (bateria) e Glenn Frey (guitarra), o Eagles lançou seu LP de estréia em 1972. O disco levava o nome da banda e teve excelente e imediata aceitação. Depois do terceiro LP, On The Border, o guitarrista e vocalista Don Felder uniu-se ao grupo. Em 1976, Bernie Leadon deixou a banda, sendo substituido por Joe Walsh. Mas ao contrário do que se poderia esperar, a alteração não prejudicou o sucesso do The Eagles. Em 1980 fizeram uma série de shows com ótima aceitação por parte do público e ganharam um Prêmio Grammy. A Formação atual do grupo inclue também Joe Vitale (teclados) e o baixista e vocalista Timothy B. Schmitt, substituindo Randy Meisner. Seu hit mais famoso é “Hotel California” Gravado no Criteria Studios, Miami & The Record Plant, Los Angeles, em 1976. Eagles é uma das bandas mais rentáveis da indústria musical dos EUA. O seu álbum ‘Their Greatest Hits 1971-1975’ vendeu mais de 28 milhões de cópias, número recorde naquele país e 41 milhões no mundo. Além de ser o disco de Greatest Hits mais vendido da história e o terceiro albúm mais vendido de todos os tempos. No total, os Eagles já venderam mais de 120 milhões de álbuns em todo o mundo.

E para ouvir, o nosso oitavo lugar: Beatles. Escolhi Yer Blues, do White Álbum, porque é uma das minhas favoritas. Como não encontrei nenhum vídeo do fab four tocando essa música, peguei a gravação do Rock and Roll Circus, onde John Lennon toca Yer Blues com Eric Clapton na guitarra, Keith Richards no baixo e Mitch Mitchell (Jimi Hendrix Experience) na bateria.




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2 Respostas to “Os 10 álbuns mais vendidos”

  1. Capitão Conhaque Says:

    O White Album é o meu preferido dos Beatles pelo simples fato de conter a minha música preferida, do mesmo modo que Paul McCartney é meu beatle favorito por ter composto a fabulosa HELTER SKELTER.

  2. Lolla Says:

    Não sabia do Blog..
    acho que tenho que conversar mais contigo no intervalo da faculdade.
    White Album não é o meu favorito..mas é Beatles e é sempre bom.
    No ano passado em comemoração aos 40 anos do Albúm Branco, Marcelo Fróes que é produtor musical, fez um projeto do Albúm Branco Brasileiro.
    Eu ainda não ouvi.
    Mas deve ser interessante ouvir Zé Ramalho interpretando Dear Prudence, Glass Onoin por Cachorro Grande.
    O album teve boas críticas no grupo de e-mails do Portal Beatles Brasil.
    Bom Natacha, depois de ver Yer Blues aqui..agora é sempre dando uma olhada.

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