O que faço da minha vida sem Tschumistock?

De fato, o Tschumistock pode ser considerado a casa do Rock ‘n’ Roll no Alto Vale do Itajaí, mas é também o mais antigo evento de música da região. Começou inspirado no famoso festival de Woodstock que ocorreu em agosto de 1969. Realizado numa fazenda em Nova Iorque, o festival durou três dias e reuniu mais de 400 mil pessoas. Depois outros se sucederam e deram origem a uma celebração pela paz e pela amizade entre os jovens em todo mundo, ao ritmo de rock´n´roll.

Vinte e seis anos depois, em 1995, um grupo de jovens, também apaixonados pelo rock, tiveram uma idéia parecida. Surgia, então, num pequeno sítio, aqui em Rio do Sul, interior de Santa Catarina, um novo festival. A idéia, adaptada do Woodstock acabou por oferecer aos jovens da região uma alternativa de lazer e diversão, que já tem 13 anos. O sítio que pertence à família Tschumi, se tornou palco de um pequeno festival sem planejamento e que ganha proporções maiores a cada ano. A estrutura do festival é formada por uma enorme área de camping, rodeada por lagoas e árvores. A área reservada aos shows é de chão batido, com um palco rústico feito com madeiras retiradas do próprio sítio e para completar tem a ‘praça de alimentação’, onde a mãe dos organizadores mantém a lanchonete, com quitutes para os roqueiros de plantão. Por todo o sítio, o clima é de confraria entre amigos de bandas, jornalistas, público, garotos descamisados, alucinados ou descolados, sujos de lama e com os cabelos pintados com papel celofane, aguardando impacientemente em suas barracas por um contato quente ou por uma viagem psicodélica com a companhia certa. Mas, infelizmente, o movimento “viva e deixe viver” do Tschumi (como é carinhosamente chamado pelos frequentadores do festival) corre o sério risco de não ser realizado em 2009.

A palavra oficial, concedida pela assessoria do festival, é que a organização estuda a possibilidade de não realizar o festival este ano e que ainda serão feitas algumas reuniões de avaliação para que seja tomada a decisão definitiva. Eu sei que todos os anos rola o boato que o Tschumi não será realizado, mas esse ano a coisa parece séria mesmo. Já circulou até abaixo assinado, com direito a prefeito deixando o primeiro registro e tudo.

A minha intenção com esse post é implorar para que o Tschumistock não acabe, pois além de já ter virado marca registrada de Rio do Sul (lembrando que a único evento de ‘grade porte’ que acontece há mais tempo que Tschumi é a Festa de São João), os catarineses tem um carinho imenso pelo festival. No Tschumi temos a oportunidade de fazer grandes amizades, conhecer histórias incríveis, conhecer pessoas muito talentosas, escutar boa música, reencontrar velhos amigos, presenciar cenas inusitadas e relembrar as histórias do festival (que não são poucas).

Aqui vão duas reportagens feitas pela RBS, que encontrei no youtube:

O famoso “Cuba na Bota”, feito pelo Cimardi e só encontrado no Tschumi

E como não pode faltar música nesse blog, aí está a Full Gas, banda riossulense que tem cadeira cativa no palco do Tschumi:

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Uma resposta to “O que faço da minha vida sem Tschumistock?”

  1. Lolla Says:

    Também IMPLORO.
    Por puro azar nunca fui no Tschumistock , mesmo morando nem meia hora de Rio do Sul.
    2009 minha chance … e não ter ..não né!

    Blog cada dia melhor..

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